
Fantasias na cultura e na arte...e por aí!!!
15/11/06
14/11/06

Desde sempre o falo possui um nivel de protagonismo em correspondência com os desenvolvimentos religiosos e culturais. A apologia é uma constante desde as é pocas mais remotas. É uma clara expressão de factores culturais e económicos do homem sobre a mulher, contudo é bom destacar a existência de algumas culturas e religiões ditas pagãs, em que as divindades femininas gozavam tanto do sexo como as masculinas.Como por exemplo na civilização grega, na India e claro no Egipto.
Esta "fome" de sensualidade e de algumas respostas eróticas e sexuais do outro encontraram rapidamente o seu reflexo na arte.Contudo esta penetração na arte e no mundo da arte, combateu a religião, a politica, e sofreu diversas concepções e definições.
Hoje as modernas tecnologias informáticas abrem novas possibilidades às imagens eróticas.Como o próprio conceito e mundo de arte que permanece cada vez mais em mutação. Desde a perda da "aura" de Benjanmim, as teorias da arte abafadas ou exaltadas tais como de Dickies, as questões pragamáticas de Danto,o pensamneto de Deleuze, Faucault, Baudrillard, ou mesmo criticas como a de Rousaulind Krauss, etc...
Segue-se inovando na arte contemporânea apesar do dominio nos circuitos de produção simbólica internacional de uma arte mais experimental e conceptual.
A cultura do olhar para o humano, que é uma enorme parábola desde que o corpo era o epicentro de todas as reflexões da arte, seguirá considerando-o como a metáfora do universo. Provavelmente estamos numa época de confirmação de todos os poderes do corpo.
Artistas como Nazareth Pacheco, Julião Sarmento, Orlan, Cindy sherman, Flanagan, Cronemberg, Greenway, Mapplethorp, Christo, Annie Sprinkle, Ballard, Sade, Bataille e muitos outros são mostra disso...
Depois de ler alguns textos e livros escritos por Sade, tal como Justine, Filosofia na ALcofa, ou mesmo alguns excertos das suas cartas enquanto esteve exilado ( tempo demasiado para um homem que se limitou a explorar o seu intimo), conheci uma personagem que se alimentava de carne humana. Sade colocou este homem em pé de igualdade com qualquer animal carnívoro, deixando de haver qualquer diferença entre os homens e os animais e as acções deixam de ter qualquer substância moral. Segundo este profanar a natureza é honrá-la. E não será? Ele imagina a matéria como um movimento contraditório, em expansão e contracção incessantes. A natureza destrói-se a si mesma, ao se destruir cria-se. Deixa de haver distinção entre criação e destruição. Prazer e dor são nomes tão enganosos como quaisquer outros. O prazer passa a ser dor e a dor, prazer.
O homem cria a sua própria realidade, ele não é realidade. A consciência radical do corpo é a afirmação da vida. Transcender os próprios limites da vida é pura libertinagem. A libertinagem é a busca de um mais além das sensações, a insensibilidade aperfeiçoa; é a ferramenta da destruição...
Fico por aqui..,
DAS UNHEIMLICH

Freud fala-nos da sensação de estranhamento terrorífico que o homem experimentaria diante do sexo feminino. O termo alemão que Freud utiliza é DAS UNHEIMLCH. Mas o que é isto?
No texto em que este trabalha este conceito, Freud começa por um levantamento nos dicionários da palavra alemã "heimlich". A partir da curiosa etimologia da palavra que vem de "heim", lar, e significa intimo, familiar e também secreto, clandestino, que não deve ser mostrado: é preciso que outros não saibam dele. Conclui-se a ideia de ocultação, tornando-os motivo de ansiedade.
"nada mais real do que este corpo que imagino; nada mais real do que este corpo que toco"
Octávio Paz
13/11/06


A cultura contemporânea não está saturada de pornografia, sim de fantasias. Os pequenos desvaneios deste blog são satiricos e selvagens com um grande sentido do absurdo.Reclama-se a utopia literal da arte e a riqueza visceral da pornografia. A cultura popular é uma máquina produtora de desejo. Hoje a confusão sobre o impacto que tem a cultura popular permeia o discurso público;
A exposição da atrocidade. A castração. O corpo obsoleto. O narcisismo. Orgias Dionisicas. Esteticismo cirurgico. O sexo e a enfermidade.
Outrora discursos como de Sade foram julgados e colocados no campo do crime e do satânico, hoje revivem e transformam-se na linguagem presente nos espaços artisticos.
"Renasce o mito de Pandora, que postula a feminilidade como uma trampa e uma máscara, que uma vez aberta solta o pecado e a morte no mundo."..Hipocrisia.

" El hombre se mira en la sexualidad. El erotismo es reflejo de la mirada humana en el spejo de la naturaleza. Así lo que distingue al erotismo de la sexualidad no es la complejidad sino la distancia. El hombre se refleja en la sexualidad, se baña en ella, se funde y se separa. Pero la sexualidad no mira nunca el juego erótico; lo ilumina sin verlo."
Octávio Paz
O jogo perverso dos corpos retrata com deboche as situações quotidianas da sociedade, simulam a perversidade das secreções, onde muitas vezes o enfoque é o processo de apodrecimento, a antropologia do crescimento e da morte.Esta ambiguidade resultante cria processos de abjeção, que para serem compreendidos e para entender o erotismo na actualidade deve-se banalizar o sexo...(continuo mais tarde...)...
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